domingo, 19 de junho de 2011

Tudo sobre os ultrassons na gravidez


O que é o ultrassom?

O ultrassom (também chamado de ultrassonografia ou ecografia) é um exame não-invasivo que usa ondas de som para criar uma imagem do bebê, da placenta, do útero e de outros órgãos. Com ele, o médico tem acesso a informações importantes sobre o progresso da gravidez e sobre a saúde do bebê.

Pais e mães aguardam ansiosos pelo exame para que possam dar a primeira olhadinha em seus filhos, e muitas vezes mostrar "fotos" para o resto da família. Isso sem contar a aguardada descoberta do sexo do bebê. Por mais emocionante que esse momento seja, é fundamental lembrar que o objetivo primordial do ultrassom é checar se o bebê está se desenvolvendo bem.

Durante o teste, o ultrassonografista lança ondas de som em alta frequência para dentro do útero, e essas ondas atingem o bebê. O computador traduz os sons de eco que são recebidos de volta em imagens de vídeo, que revelam então o formato do bebê, sua posição e seus movimentos.

Para facilitar, ele passa um gel sobre a sua barriga e depois um aparelhinho sobre o gel. Existe também o ultrassom intravaginal, usado no comecinho da gravidez, até 11 semanas.

As ondas de ultrassom também são usadas no aparelho que os obstetras utilizam para ouvir os batimentos cardíacos do bebê.

O ultrassom prejudica o bebê?

Estudos realizados ao longo dos últimos 35 anos não mostraram nenhuma indicação de que a ultrassonografia seja prejudicial. Há quem diga que o exame incomoda o bebê, mas não há pesquisas mais aprofundadas que comprovem isso. Como o som não é audível ao ouvido humano, não deve ser detectado pelo bebê.

Ultrassons não envolvem radiação, como é o caso de raio x.

Por outro lado, os especialistas recomendam não exagerar nesse tipo de exame, já que ultrassons são uma forma de energia e pode ser que afetem o bebê, mesmo que ainda não se saiba como. O cuidado deve ser maior principalmente no primeiro trimestre, quando o bebê é mais vulnerável a fatores externos.

Para não ficar confuso demais, pense assim: não é preciso ter medo de fazer ultrassons, mas não fique fazendo um monte só por curiosidade de ver o bebê.

Quantos ultrassons são necessários durante a gravidez?

O mais comum é fazer uma ultrassonografia por volta das 13 semanas (entre 11 e 14 semanas) e uma mais detalhada perto das 20 semanas de gestação, o chamado ultrassom morfológico. O ideal é fazer mais uma entre a 34a e a 37a semana, porém não há regra sobre o número total.

O exame pode ser feito a qualquer momento -- no comecinho da gravidez, para descartar uma gestação ectópica, e bem perto do nascimento, para avaliar o nível de líquido amniótico, por exemplo.

Se por algum motivo só se puder fazer um ultrassom, o obstetra deve optar pelo da 20a semana.

O exame costuma ser feito em laboratórios ou no hospital, mas alguns médicos possuem o aparelho no próprio consultório, o que permite às mães verem o bebê a cada consulta.

Ultrassom no primeiro trimestre

O obstetra pode pedir um ultrassom nos primeiros três meses de gravidez pelos seguintes motivos:

Descartar um aborto espontâneo

Se você tiver sangramento vaginal no começo da gravidez, o médico pode pedir um ultrassom para descartar a possibilidade de aborto. A partir de 7 semanas de gravidez, os batimentos cardíacos do bebê já devem estar visíveis (considerando um ciclo menstrual de 28 dias). Quando se vê o coração do bebê batendo, a chance de a gravidez prosseguir sem problemas é de mais de 97 por cento. É importante lembrar que é muito difícil determinar exatamente quando a concepção ocorreu, por isso, se você não vir o coração do bebê batendo no ultrassom, tente não se desesperar. O médico deve esperar mais uma semana e pedir uma nova ecografia. Pode ser que o bebê tenha sido concebido mais tarde do que você imaginava.

Descartar gravidez ectópica ou molar

O sangramento vaginal (junto com outros sintomas) também pode ser indicação de uma gravidez ectópica ou molar. No caso de uma gravidez ectópica, quando o embrião começa a se desenvolver fora do útero, o médico tentará localizar o saco gestacional. Numa gravidez molar, em que a placenta é anormal e o bebê não é viável, o ultrassonografista visualiza uma figura bem diferente da que deveria ser a do bebê.

Determinar a idade gestacional

Quando a mulher não sabe a data de sua última menstruação, o médico pode pedir uma ultrassonografia para determinar há quanto tempo ela está grávida, através da medição do bebê. Entre as 7 e as 13 semanas de gestação, a medida craniocaudal (da cabeça até o bumbum do bebê) consegue determinar a idade gestacional com bastante precisão.

Determinar se há mais de um bebê

Se você tiver se submetido a tratamentos de fertilidade ou o médico desconfiar de gêmeos ou múltiplos, ele vai pedir um ultrassom para saber quantos bebês há na sua barriga.

Ultrassom no segundo trimestre

No segundo semestre, você deve ser submetida aos seguintes ultrassons:

Translucência nucal

Perto das 13 semanas, o médico pode pedir uma ultrassonografia para fazer o exame de translucência nucal -- a medição de uma dobra específica na nuca do bebê e a verificação da presença do osso nasal --, para detectar sinais de problemas genéticos como a síndrome de Down. O momento ideal para a realização do exame é na 12a semana. Na maioria dos casos o resultado é tranquilizador, mas, se o médico desconfiar de alguma alteração, pode sugerir a realização de exames genéticos mais invasivos, como a biópsia do vilo corial ou aamniocentese. No ultrassom realizado nessa fase, ainda não dá para determinar com certeza o sexo do bebê, mas o ultrassonografista pode arriscar um chute, pelo ângulo do apêndice genital -- mas a chance de acerto não passa de 80 por cento.

Ultrassom morfológico

Essa é a ultrassonografia mais detalhada, que pode levar mais de meia hora. Ela é feita por volta das 20 semanas, e nela já dá para ver o sexo do bebê. O ultrassonografista vai verificar o coração do bebê e suas câmaras, a formação do cérebro, os órgãos digestivos e outros sistemas. Também vai medir a cabeça do bebê e o fêmur, o osso da coxa, para ver se o crescimento está dentro da média.

No exame também é possível determinar a localização da placenta. Se ela estiver bloqueando a abertura do colo do útero (placenta prévia), o médico vai pedir novos ultrassons para ver se ela mudou de lugar. Na grande maioria dos casos ela muda. No caso de ela ainda estar cobrindo o colo do útero no fim da gestação, o bebê terá de nascer obrigatoriamente de cesariana.

O exame pode ser feito com doppler, um sistema que mostra o fluxo de sangue no útero, na placenta e no bebê, com as cores azul e vermelha.

Se o médico desconfiar de alguma anormalidade, pode pedir a realização específica de um ultrassom em três ou quatro dimensões, que dá uma imagem mais detalhada do bebê e é capaz de detectar problemas como o lábio leporino, por exemplo.

Ultrassom no terceiro trimestre

No final da gravidez, o obstetra pode pedir um ultrassom para determinar a causa de sangramentos vaginais (problemas na placenta, por exemplo), para acompanhar o crescimento do bebê, para verificar o nível do líquido amniótico e para determinar a posição do bebê e da placenta.

E se o ultrassom mostrar algum problema?

Não entre em pânico. Muitas vezes um novo exame é realizado algum tempo depois e elimina a desconfiança de que haja alguma coisa errada. São raros os casos em que o bebê realmente tem um problema, mas, se isso acontecer, as informações coletadas na ultrassonografia ajudarão os médicos a oferecer o melhor tratamento possível.

Problemas cardíacos, por exemplo, podem ser tratados com remédios enquanto o bebê ainda está no útero. Outras anormalidades, como um bloqueio no sistema urinário, podem ser tratadas com cirurgia ainda dentro da barriga. E saber com antecedência de eventuais problemas ajuda os médicos a terem tudo organizado para dar o melhor atendimento ao bebê logo depois que ele nascer, além de colaborar para que você e sua família se preparem para enfrentar a situação.


Agora também tem os ultrassons: 3d e 4d.
Alguma de vocês já fizeram? como é?

Aguardo os comentários.
Bom domingo,
Jovem amor materno.

sábado, 18 de junho de 2011

FEIRA DA GESTANTE!



Em São Paulo de 21 à 26 de junho, acontecerá a Feira da gestante, do bebê e da criança.
Ainda não conheço a feira, mas já está em seu 16ª ano de evento, com mais de 131ª edições, e todo mundo que vai, gosta muito!

A feira possui todos os artigos e produtos necessários desde a GESTAÇÃO até os SETE ANOS.
São produtos nacionais e importados, com uma média de 100 expositores e mais de 400 fabricantes.

A feira também apresenta os últimos lançamentos da Puericultura leve e pesada, da moda de bebê e criança e vários expositores com a s grifes de roupas para gestantes.

E o melhor: TODOS os expositores fazem promoções e normalmente parcelam as compras.

Sobre o local, acontece sempre nos melhores locais, e os cuidados com os visitantes vão desde os estandes sem piso elevado, e carpete fixado no chão, evitando desníveis para a circulação despreocupada das gestantes, praça de alimentação, fraldário, lactário e a presença de uma ambulância UTI com socorrista, enfermeira e médico de plantão durante todo o funcionamento da feira.

O local da vez é:
Expo Center Norte - Pavilhão Amarelo (Av. Otto Baumgart, 1000 - Vila Guilherme)
Terça, quarta e sexta das 14:00 ás 22:00
Quinta (feriado) e Sábado das 10:00 ás 22:00,
Domingo das 10:00 ás 20:00

E em agosto, acontece em Sorocaba:
Sorocaba - Shopping Panorâmico (Rodovia Raposo Tavares - Km99)
03 a 07 de Agosto de 2011

Se quiserem entrar em contato com a feira, podem mandar um email para: feiradobebe@terra.com.br.


Visando que a feira acontece várias vezes no ano, se não der pra ir agora, jajá tem outra.
Mas, vale dar uma conferida não é mesmo?


Bom dia,
Jovem Amor Materno.





Voltando...

Bom dia pessoal!

Me ausentei por um tempo, mas já estou por aqui novamente, cheia de novidades!

Aguardem!

Jovem Amor Materno.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

5 dúvidas sobre AMAMENTAÇÃO.


Depois de longos nove meses de espera, o bebê chegou. Juntamente com ele, nasce uma porção de questionamentos sobre o principal cuidado com o pequeno nessa fase: a alimentação. Leia esse dossiê e seja especialista no assunto


1. Qual a dieta mais recomendada durante a amamentação?
Não existe um cardápio pré-determinado. O ideal é que a mãe se alimente da forma mais saudável possível, dedicando especial atenção aos líquidos. “A mulher costuma sentir muita sede nessa fase porque a água é matéria-prima para a fabricação do leite”, explica o pediatra Luciano Borges, vice-presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outra dica é fazer várias refeições balanceadas ao longo do dia. “O bebê rouba os nutrientes da mãe, por isso o organismo dela deve estar o mais equilibrado possível”, informa o nutrólogo e pediatra Ary Lopes Cardoso, do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Os especialistas concordam: comer cinco ou seis vezes ao dia e investir em frutas e fibras, além de não abusar dos doces, é um ótimo caminho.

2. Existem restrições alimentares? O que não devo comer?
A princípio, não há alimento proibido para a nutriz – nome dado à mãe que amamenta. Se houver alguma reação negativa do bebê em aleitamento materno exclusivo, aí, sim, pode-se suspeitar de sensibilidade ou alergia alimentar a alguma substância que a mulher tenha ingerido.

Segundo o nutrólogo Ary Lopes, os campeões nesse processo são: leite de vaca, castanhas como o amendoim, frutos do mar e carne de porco. Mas, antes de pensar em eliminar os itens do cardápio, é preciso que o médico constate a ligação entre eles e as cólicas do bebê.

O álcool deve ser evitado. A substância pode dificultar a absorção de nutrientes pela mãe, além de ser absorvido pela criança através do leite materno. Já fontes de cafeína precisam ser consumidas com moderação. “O recomendado são até duas xícaras de café por dia”, orienta o nutrólogo Celso Cukier, do Instituto de Metabolismo e Nutrição, de São Paulo. Segundo o médico, não se sabe se a substância é prejudicial aos pequenos. Por isso, o melhor é não abusar.

3. Posso fazer regime durante a amamentação para diminuir as medidas?
Cortar calorias é perigoso, já que o organismo precisa de muita energia para produzir o leite materno. “Dietas rigorosas nessa fase podem implicar em perda de massa magra, ou seja, músculos e energia”, explica o nutrólogo Ary Lopes.

Para alimentar o seu bebê, estima-se que as mulheres precisam de 20% a mais de calorias do que as necessárias em outra fase da vida. Isso significa o total médio de 2,4 mil calorias diárias. Portanto, não se preocupe: invista em uma alimentação saudável e o ato de amamentar fará você voltar ao seu peso normal gradualmente.

4. Não estou voltando ao meu peso. Como emagrecer?
Basta aliar a dieta saudável aos exercícios físicos. Entre 30 a 40 dias depois do nascimento do bebê, você pode começar a caminhar cerca de uma hora e meia por dia. Mas mantenha seu médico informado sobre as atividades que pratica.

“Depois de três meses, a mãe já está liberada para fazer esportes normalmente. Se for atleta, pode voltar aos treinos. Caso esteja iniciando, é melhor optar por atividades aeróbicas, como a caminhada”, explica o nutrólogo Ary Lopes. O especialista enfatiza que o gasto calórico durante a amamentação é bem alto, daí a necessidade de se alimentar corretamente.

5. Adoçantes e outros alimentos light e diet estão liberados?
Não existe consenso sobre os malefícios desses produtos para a saúde da criança. Porém, como diversas pesquisas apontam nessa direção, a recomendação dos médicos é fazer um uso leve ou moderado das substâncias.

“Elas não são saudáveis. O melhor é usar açúcar mesmo, mas em menor quantidade”, aconselha o pediatra Luciano Borges. O nutrólogo Celso Cukier lembra que 1 grama de açúcar tem apenas 4 calorias.

Se mesmo assim a mãe quiser fazer uso de adoçantes, o ideal é que não passe de dois envelopes por dia (ou duas colheres de café, se for pó, ou dez gotas, se for adoçante líquido). Os produtos light e diet também não devem ser consumidos à vontade. “Como são utilizadas moléculas químicas para produzir o sabor adocicado, podem não fazer bem para o organismo”, explica Celso.

Ary Lopes, pediatra e nutrólogo, resume a orientação: “Durante o aleitamento, não é hora de contar calorias, e sim selecionar melhor os alimentos”.




Espero que tenham gostado.
Boa noite,
Jovem amor materno

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Entrevista (6)



Nome: Luana Hilbert

Cidade/estado: Rio de janeiro

idade: 15

idade que engravidou: 13

nome do bebê: Isabella Hilbert


1- Qual foi sua primeira reação ao saber que estava grávida? Foi uma gravidez planejada? Não acreditei, pensei que o teste tivesse errado.. só acreditei mesmo quando fiz uma ultra e fiquei meio feliz, mas ao mesmo tempo bem assustada! Não foi planejada.

2- Qual foi a reação de seus pais quando souberam? Como contou? Liguei pra minha mãe falando que fiz teste e que deu positivo, ela falou muita coisa e marcou GO pra mim, ela fez o teste e eu sai falando “parabéns vovó” e ela surtou, disse que eu não iria continuar com a gravidez, que não dava e tentou fazer a minha cabeça pra eu abortar porque iria acontecer muitas coisas se eu continuasse com a gravidez tipo ser expulsa de casa! E o meu padrasto(pai) soube depois por uma tia e ele me expulsou de casa!

3- E o pai do bebê? Como reagiu? Estão juntos? Não vou dizer que quem fez ela é o pai dela porque pra mim é só quem fez e não é mais nada! Ele me tratou muito mal, falou pra eu abortar, começou a dizer que era esteril fazendo eu pensar muitas coisas, disse que iria terminar comigo.. e depois de um tempo ele veio me mostrar um exame falando que era realmente esteril e a mãe dele confirmou. Ai dei um tempo com ele e no dia seguinte ele apareceu namorando outra. E ficou nisso, ele não registrou a isa, não quer saber da isa, ja viu ela mas só sabe me enrrolar e dizer pra geral que eu enrolo ele! Pra mim o pai mesmo da isa é o meu namorado. Ele que se preocupa com ela, me ajuda com tudo que eu preciso, ele sim é o pai de verdade.

4- Qual foi o momento mais difícil desde que descobriu a gravidez? E o mais prazeroso? Ser expulsa de casa! Ter uma bebe linda ao meu lado s2

5- Os estudos ficaram de lado? Parei pra cuidar da minha filha, mas agora vou voltar a estudar!


6- Enfrentou alguma dificuldade no parto? Nenhuma, foi super tranquilo.

7- Pensa em ter mais filhos? Daqui a uns anos, talvez.

8- O que mais mudou na sua vida? Minha liberdade, não poder mais sair tanto, não fazer o que quero e ter que colocar sempre a minha filha em primeiro lugar.

9- Sofreu algum preconceito por ser mãe jovem? Muitos.

10- O que é ser mãe pra você? Dar o melhor de si pra ver seu filho(a) feliz, amar incondicionalmente esse pedacinho de você e colocar sempre em primeiro plano.

11- Você tem condições financeiras pra cuidar de seu filho, ou depende dos pais? Dependo dos meus pais.



12- Qual a sua profissão? Estudante.

13- Como escolheu o nome do bebê? Sempre amei o nome Isabella e coloquei.

14- Quem foi a primeira pessoa a saber que você estava grávida? Como contou? Minha mãe, pelo tel quando fiz o teste.

15- O que você perdeu com a gravidez? O que ganhou? Minha liberdade, poder fazer tudo o que quero na hora que quero! Ganhei muita coisa, uma princesa linda ao meu lado, não me sinto mais incompleta, me sinto feliz sempre.. ah

16- Teve muitos desejos? Qual foi o mais estranho? Não, só sushi, sushi, sushi hahaha

17- Com quantos anos iniciou a vida sexual? 13 anos.

18- Tem algum conselho para as meninas que estão inciando a vida sexual? Usem camisinha sempre, se cuidem sempre! Um bebê é a coisa mais linda mas dá trabalho e não é facil ;)’



Foi muito interessante entrevistar a Luana. Apesar de ser tão novinha (15 anos) é uma guerreira. Passou por muita coisa, mas mesmo assim abdicou de tudo pra cuidar da pequena Isabella.
Parabéns Luana! És um exemplo de mãe.
E parabéns também ao seu atual namorado (foto acima) que é o verdadeiro "pai" da pequena e faz de tudo por ela.
Vocês têm uma família linda.


E aí, o que acharam da entrevista da Luana?
Logo mais, estarei colocando outra enquete no ar.
Boa tarde,
Jovem amor materno.

Documentário: Meninas



A diretora carioca Sandra Werneck mergulhou num projeto inteiramente diferente após o sucesso da cinebiografia "Cazuza -- O Tempo Não Pára", visto por 3 milhões de pessoas em 2003. Ela voltou às origens, ou seja, ao gênero documentário, e fez "Meninas", um filme sobre adolescentes.

As protagonistas são quatro adolescentes grávidas e de baixa renda. Moradora da Rocinha, Evelin, de 13 anos, engravidou de um namorado de 22, que acabou de sair do tráfico de drogas. Luana, 15 anos, garante que sua gravidez "foi planejada" -- para aflição de sua mãe, uma faxineira que ainda tem de criar uma outra filha de cinco anos.

O caso mais impressionante é o de Edilene, 14 anos, e Joice, 15, que engravidaram praticamente ao mesmo tempo do mesmo rapaz, Alex, um ajudante de marceneiro que agora se esforça para atender a duas famílias, além de tentar prover a própria sobrevivência.

"Meninas" vai muito além de uma simples investigação sobre a gravidez precoce, um problema crucial no Brasil, onde uma em cada cinco gestantes é adolescente.

Fica muito claro nas entrevistas que, mesmo não tendo total consciência das implicações da maternidade, não faltam às garotas informações sobre sexo e concepção. Ou seja, havia a possibilidade de evitar a gravidez, mas isso não foi encarado com seriedade. Para algumas meninas, ser mãe representa afirmação e chegada à vida adulta.

Em nenhum momento "Meninas" se propõe a fazer um julgamento de seus personagens, ou qualquer discurso moralista. Contando com depoimentos muito bons, tanto das garotas, quanto de suas mães, consegue-se identificar, porém, a falta de sonhos pessoais e profissionais dessas jovens de baixa renda.

Por isso, o filme torna-se um retrato preocupante de uma juventude pobre e sem perspectivas, que eterniza de pai para filho um assustador ciclo de pobreza. Os problemas sociais, como a baixa escolarização e profissionalização, não raro funcionam como caldo para a criminalidade, como o sempre presente tráfico de drogas nos morros cariocas.

Antes de estrear no Brasil, "Meninas" percorreu um circuito de festivais, começando pelo de Berlim, em fevereiro de 2006, onde foi aclamado na mostra Panorama, não-competitiva. Depois, abriu a seção carioca do É Tudo Verdade -- Festival Internacional de Documentários, em março, e competiu no último Cine PE -- Festival do Audiovisual, em Recife.


(Evelin - 13 anos)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Entrevista (5)



Nome: Luiza Ghellere

Idade: 16 anos

Idade que engravidou: 14 anos

Nome do bebê: Bruna Ghellere Morgerot (1 ano e 5 meses)



1- Qual foi sua primeira reação ao saber que estava grávida? Foi uma gravidez planejada?

Fiquei com medo da reação dos meus pais. Não foi uma gravidez planejada.

2- Qual foi a reação de seus pais quando souberam? Como contou?

Eu contei primeiro para minha mãe, ela chorou e ficou um tanto desesperada. Depois, ela mesma contou para o meu pai; ele não brigou comigo, me apoiou muito. Os dois me apoiaram.

3- E o pai do bebê? Como reagiu? Estão juntos?

Ele ficou nervoso, com um pouco de medo até, mas reagiu bem. Sim, estamos juntos.

4- Qual foi o momento mais difícil desde que descobriu a gravidez? E o mais prazeroso?

O mais difícil foi encarar os olhares tortos e os comentários. O mais prazeroso foi quando ela chutou a minha barriga pela primeira vez.

5- Os estudos ficaram de lado?

Sim, eu parei de estudar quando engravidei. Esse ano eu tinha voltado, mas parei novamente. Vou fazer supletivo.




6- Enfrentou alguma dificuldade no parto?

Não. Foi cesárea e eu passei muito bem. Minha recuperação foi boa e não senti as dores do parto.

7- Pensa em ter mais filhos?

Penso, mas só depois de casar e ter a minha casa. Daqui uns 10 anos, talvez. (risos).

8- O que mais mudou na sua vida?

Ah, mudou tudo. Hoje eu sou mãe, tenho mais responsabilidade; sei que tem uma criança que precisa de mim.

9- Sofreu algum preconceito por ser mãe jovem?

Diretamente, não sei. Mas sei que as pessoas falam, mas não ligo.

10- O que é ser mãe pra você?

Para mim é a melhor coisa do mundo. Se pudesse voltar atrás, faria tudo novamente.

11- Você tem condições financeiras pra cuidar de seu filho, ou depende dos pais?

Quem sustenta minha filha é o pai dela, e a minha mãe também ajuda. Ainda não trabalho.



12- Qual a sua profissão?

Nenhuma, mas pretendo ser enfermeira.

13- Como escolheu o nome do bebê?

O pai dela se chama Bruno, por isso: Bruna.

14- Quem foi a primeira pessoa a saber que você estava grávida? Como contou?

Minha amiga e meu namorado. Disse à eles que achava que estava grávida.

15- O que você perdeu com a gravidez? O que ganhou?

Perdi amizades, os estudos e as festas. Mas ganhei a melhor coisa do mundo que é a minha filha. E não tem nada nesse mundo que pague isso.

16- Teve muitos desejos? Qual foi o mais estranho?

Tive desejo de goiaba. Não tive nenhum estranho.

17- Com quantos anos iniciou a vida sexual?

Com 13 anos.


18-Tem algum conselho para as meninas que estão inciando a vida sexual?

Para se cuidarem, usar preservativo.

Se prevenirem de doenças e da gravidez porque filho não é brincadeira!




A entrevistada da vez foi a Luiza, uma fofa que tem uma filha mais fofa ainda (como vocês podem ver nas fotos).
Resolvi acrescentar algumas perguntas na entrevista. O que acharam?
Obrigada Luiza.
Boa tarde pra vocês,
Jovem amor materno